Redes de Computadores: IPv4 e IPv6, quais são as principais diferenças?
IPv4 e IPv6, quais são as principais diferenças?
IPv4 e IPv6, quais as principais diferenças? Neste artigo vamos conhecer as principais diferenças entre IPv4 e IPv6. Para além da já referida dimensão do espaço de endereçamento do protocolo IPv6
com endereços de 128 bits, o IPv6 apresenta um conjunto de outros
aspectos que o tornam bastante apelativo quando comparado com o IPv4.
De facto pode afirmar-se que a propósito da resolução da questão do
esgotamento do espaço de enderaçamento IPv4, se aproveitou a
oportunidade para resolver vários problemas que afectavam o protocolo IP, praticamente desde o seu nascimento, e impedir que alguns dos que apareceram posteriormente se tornassem demasiado graves.
Com a proliferação do tipo de equipamentos com necessidades de
comunicação, quer fixos, quer móveis, a auto configuração assume um
papel fundamental. No caso do IPv6, a auto configuração pode ser feita
de duas formas: sem registo de estado (stateless configuration) e com
registo de estado (stateful configuration). A primeira possibilita que
um equipamento IPv6 “construa” um conjunto de endereços únicos e válidos
para acesso à Internet, sem necessidade de contactar qualquer servidor.
A segunda recorre ao serviço DHCPv6, que é semelhante ao serviço
equivalente para IPv4.
Em IPv6 não existe broadcast, tendo este conceito sido substituído pelo multicast. Os endereços multicast
têm em vista suportar a comunicação 1-para-N de forma eficiente,
simplificando, por exemplo, o acesso a serviços bem conhecidos.
Criou-se, ainda, o conceito anycast, que não tem paralelo no IPv4.
As questões de segurança assumem um papel crucial na concepção da nova versão do protolo IP. Assim, o recurso ao IPsec
passou a ser um standard integrado no IPv6, o que permite soluções de
comunicação seguras, logo a partir das camadas mais baixas da
arquitectura TCP/IP.
A nível das unidades protocolares de dados, optou-se por simplificar o
formato do cabeçalho, de modo a reduzir o tempo de processamento
necessário para analisar e reencaminhar os pacotes. Assim, muitos campos
do cabeçalho IPv4 foram suprimidos ou tornados opcionais.
No IPv6, é imperativo que todos os troços (links) na Internet
suportem, no mínimo, um MTU (maximum transmission unit) de 1280 octectos
sendo, contudo, recomendado o suporte de um MTU de 1500 octetos ou
superior, para acomodar possíveis encapsulamentos, sem que haja
fragmentação de pacotes.
Para além dos aspectos já referidos, é de salientar, ainda, o suporte
de mecanismos de qualidade de serviço (Quality of Service, QoS),
através do campo flow label, contido no cabeçalho dos pacotes IPv6, bem
como o suporte de mobilidade IPv6, tanto a nível de nós (host mobility)
como de redes inteiras (network mobility).

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